Paulo Afonso de Barros
preciosos segundos de paz...
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Escuridão, escuridão, escuridão...
Cansado de mais um dia de faz de conta, escondendo todas as tristezas e frustrações da sua vida, naquele canto somente dele e de Deus, olhou decidido para o sol de sempre, enxergando pela primeira vez algumas cores e novos cheiros de outro caminho, norteado por uma estrela guardada em sua mente que lhe mostrava rumo diferente.

Precisava acreditar que chegara o tempo de acordar e caminhar transformado, saindo de um longo inverno de desejos cerrados em demorada noite de quase cegueira e pouca audição.

Inspirando profunda e intensamente não olhou para os ontens densos e marcantes, estes ficaram para trás, donde jamais seriam outras vezes, sabia que não os esqueceria, mas assumia não mais revivê-los, bastava não lhes dar mais o necessário, seus viciantes pensamentos que os nutriam.

Encarava então seu maior inimigo, com quem lutava já há anos e de quem sempre perdia, a si mesmo.

Resoluções e mudanças adiadas pelos mais diversos motivos sangravam sua tenra lucidez e o fizeram agredir-se por décadas, extenuando-o ao ponto de, prostrado, crer que nunca seria outro que não aquele de sempre, caído.

Desta vez, além do seu Deus, conseguira por fim sentir alguém mais ao seu lado, que nunca o julgara ou subestimara, que nele sempre acreditou, uma amiga, companheira e parceira durante todo esse período da mais tenebrosa escuridão.

Paulo Afonso de Barros
Enviado por Paulo Afonso de Barros em 10/03/2017
Alterado em 11/03/2017
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